domingo, 11 de setembro de 2011

Seu olhar* Meu Olhar

Seus olhos são eternamente gelados...eu sei...pois já senti
Como o amanhecer outonal...nas colinas distantes
O encontro do meu olhar ao seu
É como o abismo próximo ao oceano
Cálido...silencioso...frio...intenso
Quantas vezes me afoguei... e como te amei
Me perdi em seu olhar
Delirei...supliquei

Seu olhar é escuro...sombrio
Tentei mergulhar em sua escuridão
E encontro sua alma
Melancólica e chorosa
Será porque nunca foi amado?
Seus olhos é uma eterna nostalgia

Do entardecer nos dias de inverno
Olhos de turquesa
Perfeitos e belos
Seu olhar são como espinhos de uma rosa morta
Espinhos fortes...dolorosos

Meus olhos procuravam os seus
Mas acabavam se machucando
E sangravam de tanto desprezo
De tanta dor...
A dor da indiferença
Meus olhos são castanhos

Como as folhas secas de outono

Meu olhar é silencioso

Como o sussurro dos ventos
Olhos da cor do ceú em dias de chuva...
A essência do meu olhar é tão profunda
Como as montanhas grandiosas

A união de nossos olhares
Sempre foram dolorosas e cheia de segredos
Os meus olhos lhe dedicava o meu amor
O meu olhar se humilhava aos seus
Sempre altivos
Já seu olhar me dedicava a frieza da sua indiferença
Frios como espadas
E lindos como uma prece...
Olhar quieto...vazio
Olhos de mal amado
Teus olhos derramam lágrimas...como as gotas de neve
As águas que descem em sua face
São oceanos da tua solidão

O meu olhar tem tantas feridas...
Nem o brilho do sol é capaz de iluminá-los
Somente a doce frieza do seus olhos me iluminam
Quando penso em você

Por NéO circles

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